O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, forneceu detalhes de sua conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (1º).
Em uma publicação na rede social X, o premiê indicou que informou ao mandatário norte-americano que, se o movimento xiita libanês Hezbollah "não parar de atacar" suas "cidades" e seus "cidadãos", "Israel atacará alvos terroristas em Beirute".
"Nossa posição permanece firme", acrescentou Netanyahu em sua publicação, na qual também indicou que, paralelamente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) "continuarão a agir conforme planejado no sul do Líbano".
A fala do primeiro-ministro acontece depois de Trump também ter relatado a ligação. Sobre a conversa, o presidente dos EUA disse que Israel e o Hezbollah concordaram em pôr fim aos seus ataques mútuos.
"Nenhuma tropa será enviada a Beirute, e todo o pessoal militar que estava a caminho já retornou. Além disso, por meio de representantes de alto nível, tive uma conversa muito positiva com o Hezbollah, e eles concordaram em cessar todos os disparos: Israel não os atacará, e eles não atacarão Israel", afirmou.
Mais cedo, Netanyahu já havia anunciado o início de ataques contra alvos do Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.
Entretanto, no domingo (31), um ataque aéreo israelense no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, matou pelo menos oito pessoas, incluindo três mulheres.
Trégua frágil
Apesar da frágil trégua declarada em 7 de abril entre Washington e Teerã, a situação recente na região tem sido caracterizada por ataques e ameaças mútuas.
Segundo a posição iraniana, o cessar-fogo inclui o Líbano, mas as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a atacar o sul do país. A agência Tasnim noticiou que o Irã suspendeu a troca de mensagens com os EUA devido a "crimes sionistas".
Trump, por sua vez, afirmou que não recebeu nenhuma comunicação do Irã sobre a suspensão das negociações com Washington, mas observou que, se fosse verdade, não haveria problema algum.
"Acho que temos falado demais", disse o presidente a jornalistas.
No entanto, a escalada não se limita ao Líbano. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou nesta segunda-feira que as forças americanas realizaram "ataques de autodefesa" contra centros de comando e controle de radares e drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm. O Irã lançou um ataque retaliatório contra uma base americana.