Irã declara que não tolerará continuidade dos ataques israelenses ao Líbano

O porta-voz das Forças Armadas da República Islâmica acusou Israel de ter "massacrado mais de 3 mil pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças."

O general Abolfazl Shekarchi, porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, advertiu nesta segunda-feira (1º) que seu país não se conformará com os crimes israelenses no Líbano, segundo a agência de notícias IRNA.

"Os líderes do brutal regime sionista e seus apoiadores estão avisados ​​de que a continuação dos crimes selvagens contra o Líbano não será tolerada pelas Forças Armadas iranianas", declarou, dirigindo-se a Israel.

A este respeito, afirmou que "o regime agressor e infanticida sionista, aproveitando-se do cessar-fogo e através de uma agressão flagrante contra o território libanês, massacrou mais de três mil pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças".

Ele também acusou "as autoridades dos países ocidentais" de optarem pelo "silêncio ou apoio a esses crimes contra a humanidade". 

Anteriormente, a equipe de negociação iraniana suspendeu as conversas e a troca de mensagens com os EUA em protesto contra os ataques de Israel ao Líbano, uma das pré-condições para as negociações de cessar-fogo, chamando-os de "crimes sionistas".