Arquivos inéditos expõem plano de Jeffrey Epstein para seu esperma

Registros divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que o predador sexual armazenava amostras em um banco de criopreservação na Califórnia desde, pelo menos, 2012 e deixou instruções sobre sua destinação após o falecimento.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e analisados pelo jornal The New York Times, em publicação nesta segunda-feira (1º), indicam que o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein armazenou sêmen na Califórnia desde, pelo menos, 2012.

Os registros também mostram que ele expressou o desejo de que o material não fosse descartado em caso de morte e estabeleceu condições para seu manejo pós-morte.

Epstein depositou amostras na California Cryobank em algum momento antes de outubro de 2012 e, em 2016, assinou um novo contrato com a empresa. Esse acordo para a preservação de sêmen só veio a público recentemente, após a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça, quase sete anos depois de sua morte, ocorrida em 2019.

Sobre o caso, a CooperCompanies, proprietária da California Cryobank desde 2021, declarou que o banco "atualmente não armazena nenhuma amostra associada a Jeffrey Epstein", sem fornecer mais detalhes.

O documento analisado estabelecia que as amostras eram de sua propriedade, ou seja, não haviam sido doadas, e que, em caso de falecimento, passariam a integrar seu espólio ou ficariam sob o controle de um representante legal.

Até o momento, não se sabe se existe sêmen de Jeffrey Epstein armazenado em algum local nem onde ele poderia estar.

Caso Epstein