A agência de Migração da Colômbia divulgou os registros migratórios do falecido magnata, predador sexual e pedófilo americano condenado Jeffrey Epstein durante sua passagem pelo país sul-americano, em cumprimento a uma decisão do Tribunal Administrativo de Cundinamarca de 21 de abril de 2026, informou a Rádio Nacional da Colômbia em publicação nesta quarta-feira (13).
A divulgação, inicialmente rejeitada sob o argumento de segurança nacional e proteção de dados pessoais, ocorreu após um pedido de acesso à informação apresentado pelo jornalista Juan Pablo Barrientos, do portal Casa Macondo,
Segundo os documentos, Epstein registrou uma saída do país pelo Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, em 20 de julho de 2002, com destino a Miami. O deslocamento ocorreu nas últimas semanas do governo do ex-presidente Andrés Pastrana.
A data também coincide com declarações desclassificadas de sua associada, cúmplice e condenada Ghislaine Maxwell ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Nesse depoimento,Maxwell afirmou que viajou à Colômbia junto com Pastrana e Epstein. Nos arquivos, ela descreveu um passeio aéreo em um helicóptero Black Hawk da Força Aérea Colombiana. Além disso, meios de comunicação nacionais divulgaram fotografias da época nas quais Maxwell e Pastrana aparecem usando uniformes militares.
Os documentos também confirmaram a entrada de Epstein na Colômbia com um visto temporário de visitante. No entanto, o extinto Departamento Administrativo de Segurança (DAS) não manteve registro formal da entrada dele no território. Também não há dados sobre prorrogações de permanência nem entrevistas secundárias vinculadas ao seu nome. A documentação igualmente omitiu detalhes sobre os lugares que ele visitou e as pessoas com quem se reuniu.
O tribunal justificou a divulgação dessas informações devido ao "alto interesse público" do caso e às ligações de Epstein com o crime transnacional. Segundo a Agência de Migração da Colômbia, os documentos entregues contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados.
Nos arquivos do caso Epstein, o nome de Pastrana aparece em 37 ocasiões. Embora o ex-presidente tenha reconhecido que realizou reuniões em 2019 com os dois predadores sexuais e traficantes de crianças, ele nega ter mantido uma relação de amizade com eles.