O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1) que não recebeu nenhuma informação de que o Irã estaria suspendendo as negociações com Washington, mas indicou que, caso isso seja verdade, a situação não lhe causaria preocupação. A informação foi divulgada pelo correspondente da NBC, Garrett Haake, após uma conversa com o mandatário.
"Acho que temos falado demais, para dizer a verdade. Acho que ficar em silêncio seria muito bom, e isso poderia durar muito tempo", declarou Trump, citado pelo jornalista.
Nova escalada
As declarações de Trump ocorrem em meio a uma nova escalada das tensões. Apesar do cessar-fogo em vigor, a situação continua marcada por ataques e ameaças mútuas. As negociações entre as partes também permanecem estagnadas.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou mais cedo que as forças americanas realizaram "ataques de autodefesa" contra radares e centros de comando e controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm.
Paralelamente, os sistemas de defesa aérea do Kuwait foram ativados para interceptar mísseis e drones que tentavam ingressar em seu espaço aéreo.
Nos últimos dias, os EUA realizaram ataques no sul do Irã, sob a justificativa de "proteger" suas tropas destacadas na região de possíveis "ameaças" provenientes do país persa.
Na quarta-feira (27), a Reuters informou que as Forças Armadas dos EUA bombardearam uma instalação militar iraniana na área do estreito de Ormuz. No dia seguinte, as forças iranianas lançaram um ataque retaliatório contra posições americanas na região.
Enquanto isso, o Axios noticiou na quinta-feira (28) que as equipes negociadoras dos EUA e do Irã chegaram a um acordo sobre um memorando de entendimento com validade de 60 dias para prolongar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, Trump ainda não havia dado sua aprovação final. O governo iraniano não confirmou essa informação.