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Irã afirma ter atacado ponto de origem de bombardeio norte-americano

"A ação agressiva dos Estados Unidos, considerada uma violação do cessar-fogo".
Irã afirma ter atacado ponto de origem de bombardeio norte-americano

O Irã atacou os alvos de onde partiu a agressão dos Estados Unidos, declarou nesta segunda-feira (1º) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmaeil Baghaei.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irã, em resposta à ação agressiva dos Estados Unidos, considerada uma violação do cessar-fogo, atacaram alvos no ponto de origem da ação agressiva norte-americana", disse Baghaei.

"Nossa região enfrenta o belicismo permanente do regime sionista. Isso não se limita a hoje ou a ontem. Nos últimos 80 anos, o regime sionista, com apoio dos Estados Unidos, tem conduzido uma guerra constante e interminável contra os países da região. Os acontecimentos dos últimos meses também constituem uma violação clara e grave do cessar-fogo', continuou o porta-voz.

Segundo o funcionário, o cessar-fogo no Líbano "é parte inseparável de qualquer cessar-fogo e de qualquer acordo final para encerrar a guerra". "Não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo de forma ampla; os Estados Unidos também o estão violando em nossa região", acrescentou.

"A essas violações do cessar-fogo soma-se a continuidade da pirataria marítima e das agressões contra a navegação comercial iraniana, o que constitui tanto uma violação do cessar-fogo quanto um exemplo de ação agressiva contra o Irã. Sem dúvida, a República Islâmica do Irã se considera obrigada a adotar todas as medidas necessárias para preservar um cessar-fogo em relação ao qual a outra parte havia declarado estar comprometida, mas que, na prática, viola repetidamente", prosseguiu.

Baghaei afirmou ainda que "tanto o aparato diplomático quanto as demais instâncias do poder estão analisando os acontecimentos com atenção".

"Não deixaremos de adotar nenhuma medida que consideremos necessária para defender a segurança nacional do Irã e uma situação que entendemos como garantidora da segurança do país e da região", resumiu.

Trégua frágil

  • Donald Trump afirmou no sábado (23) que um acordo de paz com o Irã estaria próximo após uma "muito boa" conversa telefônica com líderes do Oriente Médio e disse que os detalhes finais ainda estavam sendo negociados, escreveu em sua conta na Truth Social..
  • Apesar disso, o presidente norte-americano não deixou de fazer ameaças ao país. No mesmo dia, afirmou que havia "50%" de chances de alcançar um acordo com o Irã ou, caso contrário, de "fazê-los voar pelos ares", retomando a guerra.
  • Nesta segunda-feira, os EUA realizaram ataques no sul do Irã para "proteger" tropas americanas na região contra possíveis "ameaças" vindas do país persa. Na quarta-feira (27), a Reuters informou que o Exército dos EUA bombardeou uma instalação militar iraniana na região do Estreito de Ormuz.

  • Enquanto isso, a Axios informou na quinta-feira (28) que as equipes de negociação dos Estados Unidos e do Irã haviam chegado a um acordo sobre um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas Trump ainda não deu sua aprovação final. De Teerã, no entanto, essa informação não foi confirmada.

  • Trump anunciou na sexta-feira (29) o levantamento do bloqueio naval imposto contra o Irã, embora tenha condicionado a medida ao cumprimento, por parte de Teerã, de várias exigências. No entanto, marinheiros iranianos denunciaram que o bloqueio continua em vigor. Segundo seus depoimentos, várias embarcações tentaram atravessar após o anúncio e foram interceptadas por navios militares dos EUA.