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Primeiras imagens da retaliação do Irã contra base dos Estados Unidos

"Se a agressão se repetir, a resposta será completamente diferente, e a responsabilidade recairá sobre o agressor e o regime dos Estados Unidos, responsável pelo massacre de crianças", afirmou o CGRI.
Primeiras imagens da retaliação do Irã contra base dos Estados UnidosRedes Sociais

Meios iranianos divulgaram nesta segunda-feira (1º) imagens dos ataques de retaliação com mísseis lançados pela Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) contra uma base militar dos Estados Unidos.

"Após a agressão do Exército dos Estados Unidos contra uma torre de telecomunicações em Sirik, na província de Hormozgan, no Irã, há uma hora, caças da Força Aeroespacial do CGRI atacaram a base aérea de onde partiu a ação e destruíram os alvos previstos", informou o CGRI.

"Se a agressão se repetir, a resposta será completamente diferente, e a responsabilidade recairá sobre o agressor e o regime dos Estados Unidos, responsável pelo massacre de crianças", acrescentou a instituição.

A resposta iraniana ocorreu após o anúncio do CENTCOM de que as forças dos Estados Unidos haviam realizado ataques em "autodefesa" contra radares e centros de comando de drones em diferentes regiões do Irã.

Ao mesmo tempo, as defesas aéreas do Kuwait, aliado dos Estados Unidos, foram ativadas de forma emergencial para repelir mísseis e drones que tentavam violar seu espaço aéreo.

Trégua frágil

  • Donald Trump afirmou no sábado (23) que um acordo de paz com o Irã estaria próximo após uma "muito boa" conversa telefônica com líderes do Oriente Médio e disse que os detalhes finais ainda estavam sendo negociados, escreveu em sua conta na Truth Social..
  • Apesar disso, o presidente norte-americano não deixou de fazer ameaças ao país. No mesmo dia, afirmou que havia "50%" de chances de alcançar um acordo com o Irã ou, caso contrário, de "fazê-los voar pelos ares", retomando a guerra.
  • Nesta segunda-feira, os EUA realizaram ataques no sul do Irã para "proteger" tropas americanas na região contra possíveis "ameaças" vindas do país persa. Na quarta-feira (27), a Reuters informou que o Exército dos EUA bombardeou uma instalação militar iraniana na região do Estreito de Ormuz.

  • Enquanto isso, a Axios informou na quinta-feira (28) que as equipes de negociação dos Estados Unidos e do Irã haviam chegado a um acordo sobre um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas Trump ainda não deu sua aprovação final. De Teerã, no entanto, essa informação não foi confirmada.

  • Trump anunciou na sexta-feira (29) o levantamento do bloqueio naval imposto contra o Irã, embora tenha condicionado a medida ao cumprimento, por parte de Teerã, de várias exigências. No entanto, marinheiros iranianos denunciaram que o bloqueio continua em vigor. Segundo seus depoimentos, várias embarcações tentaram atravessar após o anúncio e foram interceptadas por navios militares dos EUA.