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Eleição presidencial na Colômbia: Saiba quem são os candidatos e quais os desafios do país

Pleito no país sul-americano é marcado pela violência e pela polarização política; três candidatos estão em destaque.
Eleição presidencial na Colômbia: Saiba quem são os candidatos e quais os desafios do paísGettyimages.ru

Neste domingo (31), os colombianos votarão para eleger o novo presidente que irá suceder o atual mandatário Gustavo Petro. Saiba qual é o pano de fundo da eleição, os principais concorrentes ao cargo e quais são as principais preocupações no atual momento para o povo da nação sul-americana.

No total, 11 candidatos disputam a cadeira presidencial em Bogotá, mas nenhum deles tem mas de 50% das intenções de votos, o que aumenta a probabilidade de um eventual segundo turno marcado para 21 de junho. Nesta corrida presidencial se destacam três candidatos: o esquerdista apoiado por Petro, Iván Cepeda; o advogado ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia.

Gustavo Petro está no poder desde 2022 e, segundo a Constituição da Colômbia, não pode concorrer à reeleição. Seu candidato Iván Cepeda lidera as pesquisas e promete dar prosseguimento às políticas do atual mandatário. Apesar de ter conseguido alcançar avanços sociais importantes no país, Petro é criticado por ter falhado no combate ao crime organizado.

Durante sua gestão, Petro conseguiu estabilizar uma economia que se encontrava fragilizada pela Pandemia de COVID-19, aumentando o salário mínimo nominal do país em 75% e diminuindo o desemprego. Contudo, suas políticas sociais fizeram aumentar o déficit fiscal e lançou dúvidas sobre a capacidade do governo de financiá-las, sendo que algumas de suas propostas chegaram a ser barradas pelo Congresso.

A economia, entretanto, não é atualmente a maior preocupação do povo colombiano, e sim a questão da segurança pública, área na qual a administração do governo Petro é criticada por não ter feito o suficiente. É justamente nesta pauta que os outros candidatos ganharam força na corrida eleitoral.

Cepeda participou das negociações que encerraram a luta armada das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) com um acordo sendo firmado em 2016; contudo, várias forças dissidentes continuam atuando nas florestas e no interior do país. Os conflitos armados e os assassinatos até mesmo de figuras políticas aumentam a sensação de insegurança. Em 2025, o pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay foi morto vítima de um atentado em Bogotá. Além disso, as recentes operações militares do Equador no combate ao narcotráfico na fronteira com a Colômbia engrossam o caldo das preocupações a respeito da segurança pública no país.

Atualmente com 44,6% das intenções de votos, segundo pesquisa do Invamer, Cepeda promete continuar as negociações com as forças dissidentes que recorrem a assassinatos e ao narcotráfico para se financiarem, mas a oposição acredita que isto não é suficiente para combater o crime organizado e acreditam que a política de "paz total" de Gustavo Petro fracassou.

É justamente nesta questão que seus adversários tentam faturar politicamente. O advogado ultradireitista Abelardo de la Espriella, que se autodenomina como um "outsider" da política, conta com 31,6% das intenções de votos, segundo o Invamer, e afirma ser fã de Donald Trump e principalmente do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. De la Espriella quer usar uma estratégia parecida com a de Bukele no combate ao crime e promete construir 10 megaprisões no estilo do CECOT empregado pelo líder salvadorenho em seu país.

Já a senadora conservadora Paloma Valencia, que conta com 14% das intenções de votos segundo a Invamer, promete seguir os ideais políticos do falecido Miguel Uribe e também tomar ações enérgicas com auxílio das Forças Armadas e da polícia no combate à criminalidade.