O Consenso de Brasília completa três anos neste sábado (30) com uma agenda voltada à retomada da integração sul-americana e à coordenação entre os 12 países da região.
Criado em 30 de maio de 2023, durante reunião de presidentes da América do Sul na capital brasileira, o mecanismo foi lançado por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta surgiu como tentativa de restabelecer um canal regular de diálogo entre os governos sul-americanos após um período de fragmentação dos fóruns regionais.
O mecanismo busca promover consultas políticas, estimular a cooperação e organizar iniciativas em áreas consideradas de interesse comum pelos países participantes.
Uma das entregas recentes foi o Observatório Sul-Americano de Infraestrutura, lançado em 18 de março. A plataforma reúne dados georreferenciados sobre transporte, logística e infraestrutura em todos os países da América do Sul, com o objetivo de apoiar o planejamento regional e a integração física do continente.
O Consenso de Brasília atua a partir de uma estrutura flexível, sem sede permanente e com agenda delimitada. A proposta é evitar a duplicação de iniciativas já existentes em outros fóruns e concentrar os trabalhos em projetos de impacto para a população.
O roteiro do Consenso de Brasília foi aprovado pelos chefes de Estado e lançado em 6 de outubro de 2023. O documento estabeleceu o funcionamento do mecanismo e definiu os temas prioritários da agenda regional.
Entre os eixos de trabalho estão saúde, educação, infraestrutura, transporte, conectividade digital, energia, integração produtiva, gestão de riscos de desastres naturais e combate ao crime organizado transnacional.
A lista também inclui mudanças climáticas, comércio e investimento, cooperação transfronteiriça, defesa, desenvolvimento social, cultura, financiamento para o desenvolvimento, gênero, migração e segurança alimentar.
O mecanismo se baseia em princípios como diálogo entre países vizinhos, respeito à diversidade dos povos, defesa da soberania, não interferência em assuntos internos, estabilidade institucional, Estado de Direito, desenvolvimento sustentável e justiça social.
Participam do Consenso de Brasília Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.