Brasil fortalece defesa da Amazônia com novo acordo internacional

O presidente Lula formalizou acordos com país vizinho para fortalecer as fronteiras na região da maior floresta tropical do mundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta quinta-feira (28) uma série de acordos com o Suriname. Entre eles, ficou firmada a cooperação na Amazônia, com foco em defesa, segurança de fronteiras e combate ao crime organizado na maior floresta tropical do planeta.

Durante encontro com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, em Brasília, Lula destacou que os países assinaram 13 acordos bilaterais.

''Discutimos oportunidades no campo da defesa, inclusive de capacitação'', afirmou a presidente. "Vamos reafirmar nossa intenção de cooperação na área militar, de defesa e também de controle de tráfego aéreo", completou.

Lula, por sua vez, destacou que "o Suriname vive um momento promissor".  

"Cinquenta anos depois da independência, elegeu pela primeira vez uma mulher presidente. Ela é símbolo da força das mulheres em nossa região e no mundo. O Brasil acompanha com entusiasmo o novo ciclo", pontou.

Acordos

Entre os principais instrumentos assinados estão a emenda ao Acordo de Cooperação em Matéria de Defesa e um Memorando de Entendimento entre a Polícia Federal brasileira e a polícia surinamesa.

O objetivo é ampliar a integração no monitoramento de fronteiras amazônicas, no combate ao tráfico e em ações conjuntas de segurança regional.

A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Maria Figueiredo Padovan, ressaltou a importância estratégica do Suriname para a preservação ambiental amazônica e para a cooperação regional.

"O Suriname é membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Nós temos uma colaboração intensa, porque o Suriname é um país com um recorde mundial de cobertura vegetal. Noventa e três por cento do território do Suriname é floresta", destacou.

Na área militar, Padovan explicou que Brasil e Suriname avançaram na atualização do acordo bilateral de defesa, considerado a principal base jurídica para a cooperação entre as Forças Armadas dos dois países.