
EUA negam que Flávio Bolsonaro influenciou na decisão de classificar PCC e CV como 'terroristas'

Em entrevista concedida na sexta-feira (29) por sua porta-voz, Amanda Roberson, o Departamento de Estado dos EUA para assuntos do Brasil afirmou que o ex-senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não exerceu qualquer influência na decisão de Washington de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como "Organizações Terroristas Estrangeiras", segundo informou o portal Poder360.

Em entrevista ao GloboNews, Roberson afirmou que "a única pessoa que toma decisões pelos Estados Unidos é o presidente Trump e sua equipe, o secretário Rubio".
Apesar das falas da porta-voz, o próprio ex-senador manifestou que pediu pessoalmente ao presidente americano, Donald Trump, para que designasse as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, e comemorou a decisão da Casa Branca que oficializou a ordem.
"O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas,
comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais,
funcionários públicos e civis brasileiros. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e por todo o país," lê-se na nota divulgada pelo Departamento de Estado.
