Ocidente já não consegue esconder crimes de Kiev contra crianças, diz Moscou

Ao comentar o ataque terrorista do regime de Kiev contra uma escola, Rússia subiu o tom contra OTAN e União Europeia.

"Está cada vez mais difícil negar e encobrir as atrocidades dos assassinos de crianças de Kiev", afirmou na quinta-feira (28) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

A chancelaria de Moscou voltou a condenar o ataque terrorista das tropas de Vladimir Zelensky contra um colégio pedagógico e um dormitório estudantil em Starobelsk.

Zakharova detalhou que o ataque ocorreu em "três ondas" com o uso de 16 drones de asa fixa e deixou 21 mortos e 44 feridos. A maioria das vítimas eram estudantes entre 15 e 22 anos.

"Os operadores viram o alvo; os comandantes ucranianos e a liderança política do regime de Kiev estavam plenamente cientes do alvo escolhido. Escolheram assassinar crianças. Mataram crianças inocentes".

Moscou vem divulgando internacionalmente imagens das vítimas. "Publicaremos essas 21 fotos em nossas páginas e nas páginas dos consulados e embaixadas russas", disse. Ela também afirmou que jornalistas estrangeiros de 20 países visitaram Starobelsk para verificar os danos no local.

Blindagem ocidental

Durante a declaração, Zakharova acusou países ocidentais e integrantes da OTAN de encobrir o episódio e de fornecer armas e apoio político ao regime ucraniano. "O sangue dessas crianças está em suas mãos", afirmou.

A porta-voz também criticou a reação de representantes ocidentais nas Nações Unidas, acusando-os de minimizar o ataque. Ela argumentou que autoridades europeias negaram que instalações civis foram atingidas. "Mentiram descaradamente no Conselho de Segurança da ONU", declarou.

Zakharova ainda afirmou que o governo russo considera o ataque um crime de guerra e acusou o regime de Zelensky de agir com "sensação de impunidade". Segundo ela, "nenhuma lei humanitária internacional relacionada a conflitos se aplica" ao regime de Kiev.