Celso Amorim elogia apoio russo à participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Assessor especial da Presidência está em Moscou para agenda diplomática e destacou apoio da Rússia ao Brasil em diferentes fóruns de governança global.

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, destacou, nesta quarta-feira (27), o apoio da Rússia à entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Amorim cumpre agenda oficial em Moscou, onde participa do 1º Fórum Internacional de Segurança. "A Rússia tem nos apoiado, por exemplo, para ser membro permanente do Conselho de Segurança (...) A forma como eles falam, concordamos totalmente", disse, em entrevista ao portal Brasil de Fato.

A Rússia expressa abertamente apoio ao Brasil para ter participação mais ativa no Conselho. Hoje, o órgão máximo da ONU é composto por 15 membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes, que possuem poder de veto. São eles: Rússia, China, EUA, Reino Unido e França.

Ao comentar estas convergências diplomáticas entre Brasília e Moscou, Amorim também reforçou que o governo russo tem mantido posição favorável à ampliação da participação brasileira nas estruturas centrais da governança global no geral.

Parceria entre Brasil e Rússia

Durante a visita a Moscou, Amorim ainda se reuniu com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, e com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.

Segundo comunicado divulgado pela chancelaria russa, a conversa com Lavrov ocorreu em clima "tradicionalmente construtivo e de confiança mútua".

No encontro com Shoigu, Amorim manifestou preocupação com os conflitos internacionais, especialmente a escalada envolvendo ataques de Israel e EUA contra o Irã, e alertou para os impactos econômicos globais da instabilidade geopolítica.

"Nós achamos que todas as dificuldades, todos os conflitos devem ser resolvidos pelo diálogo. Este é um tema fundamental que nos afeta também diretamente, não militarmente, mas através do preço dos derivados de petróleo e dos fertilizantes", afirmou Amorim.

O Fórum Internacional de Segurança reúne delegações de cerca de 120 países e tem foco em debates sobre segurança internacional sob a perspectiva do BRICS, do Sul Global e de países em desenvolvimento.