Big techs permanecem em silêncio diante da encíclica do Papa sobre riscos da IA

"A inteligência artificial deve ser desarmada, libertada da lógica que a torna instrumento de dominação, exclusão e morte", diz parte da encíclica Magnifica Humanitas.

O Papa Leão XIV apresentou na segunda-feira (25) a encíclica "Magnifica Humanitas", uma regulamentação mais rigorosa da Inteligência artificial (IA) e uma desaceleração no desenvolvimento desses sistemas.

"A inteligência artificial deve ser desarmada, libertada da lógica que a torna um instrumento de dominação, exclusão e morte", diz o documento.

Sua redação foi apoiada por Christopher Olah, cofundador da empresa Anthropic, que falou na apresentação.

No entanto, os gigantes do Vale do Silício ficaram em silêncio.

A NBC News ressaltou que figuras como Sam Altman, Elon Musk e Mark Zuckerberg não se manifestaram até agora.

Da mesma forma, empresas da área como Amazon, Google, Meta*, Microsoft, Nvidia, OpenAI e xAI não responderam aos pedidos de comentários da mídia.

"Precisamos de mais pessoas ao redor do mundo [...] para fazer o que Sua Santidade fez aqui: levar isso a sério, analisar com cuidado e empurrar os eventos em uma direção melhor", afirmou Olah durante seu discurso.

Na mesma linha, Yoshua Bengio, professor e pesquisador líder em IA, que é frequentemente descrito como um dos "padrinhos" da tecnologia, concordou com o que foi expresso por Leão XIV.

"O Vaticano e outras instituições globais podem e devem desempenhar um papel no diálogo global sobre IA para conscientizar o público e mobilizar a sociedade diante dos desafios que se avizinham", afirmou.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.