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Ucrânia inclui funcionários da escola russa que bombardeou em sua 'lista negra'

Funcionários da instituição foram acusados de "cometer genocídio contra o povo ucraniano ao alterar à força a identidade nacional de crianças ucranianas".
Ucrânia inclui funcionários da escola russa que bombardeou em sua 'lista negra'Sputnik / Evgeny Biyatov

Dez funcionários da Faculdade de Pedagogia de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, instituição que na semana passada foi alvo de um ataque terrorista mortal por parte de Kiev, foram incluídos no banco de dados do portal radicalista ucraniano Mirotvorets*.

Sete mulheres e três homens, entre eles vice-diretores e professores da faculdade, apareceram na "lista negra" ucraniana, acusados de tentar minar a soberania da Ucrânia, divulgar propaganda entre menores e "cometer genocídio contra o povo ucraniano ao alterar à força a identidade nacional de crianças ucranianas".

Ataque terrorista de Kiev

Na madrugada de 22 de maio, as Forças Armadas da Ucrânia bombardearam, na Rússia, um prédio universitário e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens se encontravam no local.

De acordo com o Ministério de Emergências da Rússia, o número de estudantes mortos no ataque chegou a 21. Além disso, um total de 63 pessoas ficaram feridas.

O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local utilizando drones aéreos. O órgão abriu uma investigação por terrorismo.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "barbárie" o ataque ucraniano contra os estudantes, o que foi ignorado pelo Ocidente, e afirmou que esse tipo de ataque, realizado com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN, é executado com a "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.

  • O Mirotvorets, que opera desde 2014, é conhecido por publicar dados pessoais de indivíduos, tanto estrangeiros quanto ucranianos, que considera inimigos de Kiev e "traidores da pátria". O banco de dados inclui até mesmo menores de idade que foram acusados de "violação deliberada da fronteira estatal" e de "atentados contra a soberania e a integridade territorial da Ucrânia".
  • O portal afirma agir de acordo com as leis locais e as normas internacionais. No entanto, nele podem ser encontradas imagens explícitas de soldados mortos, bem como incitações ao assassinato de russos. Em 2019, a ONU solicitou ao governo ucraniano o fechamento do site, mas a página continua ativa.

*Na Rússia, o site Mirotvorets é considerado de conteúdo extremista.