O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no último domingo (24) que qualquer acordo final com Teerã deverá incluir o desmantelamento das instalações de enriquecimento nuclear iranianas e a retirada do urânio enriquecido para fora do país.
Em mensagem publicada no X, Netanyahu indicou que abordou o assunto em uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "O Irã não terá armas nucleares", afirmou, garantindo que ambos concordaram que o acordo deve "eliminar a ameaça nuclear".
O líder israelense agradeceu ainda o apoio de Washington durante as recentes operações militares contra o Irã e afirmou que Trump reiterou o direito de Israel de se defender "em todas as frentes", incluindo o Líbano.
"O Estreito de Ormuz será aberto"
- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no último sábado (23) que, após uma "ótima" conversa por telefone com vários chefes de Estado do Oriente Médio, um acordo de paz com a República Islâmica estaria prestes a ser concretizado. "Atualmente, estão sendo discutidos os aspectos e detalhes finais do acordo, que será anunciado em breve. Além de muitos outros elementos do acordo, o Estreito de Ormuz será aberto", escreveu o presidente em sua conta no Truth Social.
- No entanto, Trump não cessou suas ameaças contra a nação persa. No mesmo dia, afirmou que havia "50/50" de chances de se chegar a um acordo com o Irã ou, pelo contrário, de "explodi-los" retomando a guerra.
- O site Axios revelou o conteúdo do possível acordo, que, segundo o veículo, prevê uma prorrogação do cessar-fogo por 60 dias, durante os quais o estreito de Ormuz seria reaberto.
- Diante da possibilidade de o acordo não se concretizar, o major-general iraniano Ali Abdollahi Aliabadi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al Anbiya, advertiu neste domingo (24) que o país persa responderá de forma "devastadora" a qualquer agressão dos EUA.
- Enquanto isso, a mídia relata que Netanyahu "estava furioso após a ligação" com Trump na última terça-feira (19) e que ficou preocupado após a conversa sobre o acordo com o Irã. Fontes da Axios afirmam que o primeiro-ministro israelense "estava furioso" após falar com seu aliado americano sobre uma nova proposta para pôr fim à guerra.