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Trump pressiona líderes árabes por paz com Israel em meio a guerra com Irã

Posteriormente, Trump agradeceu na plataforma Truth Social "a todos os países do Oriente Médio" pelo apoio e pela cooperação.
Trump pressiona líderes árabes por paz com Israel em meio a guerra com IrãAP / Alex Brandon

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos líderes de vários países árabes e muçulmanos para que aderissem aos Acordos de Abraão, voltados para a normalização das relações com Israel, e estabelecessem laços com o país caso Washington chegue a um acordo para encerrar a guerra com o Irã, informou a Axios no domingo (24) citando dois oficiais americanos familiarizados com o assunto.

Durante uma conversa por telefone no sábado (23) com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, Trump afirmou que, após a resolução do conflito, esperava que eles assinem os Acordos de Abraão.

Segundo autoridades americanas, vários líderes ficaram surpresos com o pedido e houve um momento de silêncio após o qual Trump brincou perguntando se eles ainda estavam na ligação.

Posteriormente, Trump agradeceu na plataforma Truth Social "a todos os países do Oriente Médio" pelo apoio e pela cooperação e garantiu que essa parceria será fortalecida com a adesão deles aos Acordos de Abraão.

Segundo autoridades americanas, o presidente indicou ainda que Jared Kushner e Steve Witkoff darão continuidade ao assunto nas próximas semanas.

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste sábado (23) que, após uma ligação telefônica "muito boa" com diferentes chefes de Estado do Oriente Médio, um acordo de paz com o Irã estaria muito perto de se concretizar. "Neste momento, estão sendo discutidos os últimos pontos e detalhes do acordo, que será anunciado em breve. Além de muitos outros elementos do acordo, o Estreito de Ormuz será reaberto", escreveu o republicano em sua conta na Truth Social.
  • Apesar disso, o presidente norte-americano não deixou de fazer ameaças ao país. No mesmo dia, afirmou que havia "50%" de chances de alcançar um acordo com o Irã ou, caso contrário, de "fazê-los voar pelos ares", retomando a guerra.