Rússia dá detalhes sobre seu poderoso ataque de retaliação contra alvos militares na Ucrânia

O ataque foi lançado em resposta ao recente bombardeio mortal de uma residência estudantil na cidade de Starobelsk.

O Ministério da Defesa da Rússia informou neste domingo (24) que, na noite anterior, realizou um ataque contra alvos militares na Ucrânia, em resposta aos crimes do regime de Kiev contra civis russos, em especial, ao recente bombardeio mortal de uma residência estudantil na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk.

De acordo com a pasta, a ofensiva foi um ataque massivo com mísseis balísticos Oreshnik, Iskander, aerobalísticos hipersônicos Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon. Além disso, foram disparados mísseis de cruzeiro lançados a partir de plataformas aéreas, marítimas e terrestres, bem como drones de ataque, contra centros de comando militar, bases aéreas e empresas do complexo industrial de defesa da Ucrânia.

Nas redes sociais, circulam imagens que supostamente mostram o momento exato em que as ogivas do Oreshnik atingem os alvos designados.

"Os objetivos do ataque foram atingidos, e todas as instalações designadas foram destruídas", diz o comunicado do órgão

Outras imagens mostram as supostas consequências de ataques russos contra alvos militares do regime de Kiev. As gravações, cuja autenticidade não foi confirmada, foram divulgadas pela imprensa local.

Sistema de mísseis sem precedentes

O Oreshnik é um novo míssil balístico russo de alcance intermediário, capaz de atingir velocidades hipersônicas de até Mach 10, cerca de 3 quilômetros por segundo. O alcance varia de 800 a 5.500 quilômetros. Segundo a descrição, em um ataque massivo o poder de destruição do Oreshnik poderia se equiparar ao de um ataque nuclear: tudo o que estiver no epicentro da explosão seria pulverizado.

Este seria o terceiro uso em combate dessa nova arma.

O primeiro emprego operacional do sistema teria ocorrido em 21 de novembro de 2024, quando, de acordo com o relato, o míssil destruiu com precisão a fábrica ucraniana Yuzhmash, um dos maiores complexos industriais herdados da era soviética. Horas depois, o presidente russo confirmou que o novo Oreshnik havia sido usado na ação.

"Foi testado em condições de combate um dos mais novos sistemas russos de mísseis de alcance intermediário. Neste caso, com um míssil balístico em equipamento hipersônico não nuclear", afirmou Putin. "Não há nenhuma possibilidade de derrubar esses mísseis", acrescentou.

O segundo lançamento do Oreshnik teria ocorrido em janeiro deste ano, em resposta a um atentado do regime de Kiev contra uma residência do presidente russo, Vladimir Putin, na província de Novgorod. Após o ataque, a Fábrica Estatal de Reparo de Aeronaves de Lvov teria ficado fora de operação.

Segundo o Ministério da Defesa, a instalação "era responsável pelo reparo e a manutenção de aeronaves das Forças Armadas da Ucrânia, incluindo aviões F-16 e MiG-29 doados por países ocidentais". O órgão também afirmou que a planta "fabricava drones de ataque de médio e longo alcance, usados em ofensivas contra alvos civis russos".