
Banco JPMorgan responde judicialmente a acusações de escravidão sexual por CEO

O banco americano JPMorgan Chase rejeitou formalmente em juízo as acusações feitas por um ex-vice-presidente da empresa, que alegou ter sofrido abuso sexual, discriminação racial e retaliação em suas relações profissionais, informou o jornal americano Bloomberg na sexta-feira (22).
A resposta legal foi protocolada na quinta-feira em Nova York, quase um mês após a ação iniciada por um demandante inicialmente apontado como 'John Doe' — um termo em inglês equivalente a "fulano", utilizado quando se omite ou desconhece a identidade de algum sujeito. A imprensa internacional, contudo, indica que se trata de Chirayu Rana, um ex-banqueiro da empresa.

Em sua petição judicial, o JPMorgan afirmou que as alegações são "falsas" e "maliciosas" e negou que Rana tenha sido vítima de agressão sexual, assédio, discriminação ou retaliação dentro do banco. Além disso, o banco se reservou o direito de tomar outras medidas legais contra o reclamante.
O processo original tinha como alvo Lorna Hajdini, a CEO de 37 anos do JPMorgan. Ela foi acusada de transformar seu ex-funcionário em escravo sexual.
Esta semana, Hajdini entrou com uma ação judicial por difamação contra Rana e negou categoricamente e inequivocamente todas as alegações. Segundo o processo, as acusações destruíram sua reputação e afetaram gravemente sua vida pessoal e profissional.
A Bloomberg noticiou anteriormente que o JPMorgan ofereceu a Rana um acordo de quase US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) para resolver a disputa, mas ele rejeitou a oferta. A equipe jurídica do denunciante afirma que as alegações são verdadeiras e serão comprovadas durante o julgamento em Manhattan.
