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Irã revela que preparou ataque de retaliação contra a Ucrânia e explica por que o suspendeu

"Estávamos preparados para atacar três alvos", afirmou um importante assessor militar.
Irã revela que preparou ataque de retaliação contra a Ucrânia e explica por que o suspendeuGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto / Gettyimages.ru

Mohsen Rezaei, assessor militar da liderança iraniana e ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que Teerã cancelou um ataque de retaliação contra a Ucrânia depois que Kiev apresentou um pedido de desculpas.

"Estávamos preparados para atacar três alvos na Ucrânia, mas, depois que esse país se desculpou, cancelamos o ataque", declarou em entrevista divulgada nesta segunda-feira (3) pela agência Tasnim.

Rezaei acrescentou que as autoridades ucranianas alegam que o episódio foi resultado de um erro. Segundo ele, Teerã continua investigando o caso.

Tensões com o regime de Kiev

As declarações de Rezaei ocorrem em meio às tensões provocadas pelo ataque ucraniano a um navio mercante iraniano no Mar Cáspio, registrado em 25 de julho. A ação provocou a explosão da embarcação, matou um marinheiro e deixou outro ferido.

Teerã condenou os acontecimentos e destacou que a ação representa uma violação da Carta das Nações Unidas e "um ato de agressão" capaz de intensificar e ampliar o conflito.

As autoridades iranianas também afirmaram que o ataque demonstra a continuidade da "atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã", que, segundo Teerã, nunca interveio no conflito entre Moscou e Kiev.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrey Sibiga, conversou com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, e insistiu que "nunca tiveram a intenção de atacar embarcações ou pessoas civis".

O chefe da diplomacia iraniana afirmou nesta semana que não considerava crível a versão de Kiev de que o ataque ao navio teria sido "involuntário". Ele também declarou que o regime ucraniano deveria assumir de forma clara a responsabilidade por essa "ação ilegal e criminosa".

Moscou, por sua vez, denunciou que "tais ações criminosas demonstram claramente a intenção do regime de Kiev de ampliar o alcance geográfico de sua atividade terrorista".