As autoridades da Bolívia denunciaram, nesta sexta-feira (22), a "presença de grupos irregulares que ostentam armamento bélico de alto calibre em diferentes regiões do país", em meio aos protestos antigovernamentais que abalam a nação.
Em comunicado, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas advertiram que "não será permitida nenhuma ação que atente contra a tranquilidade do país, a integridade dos cidadãos nem a estabilidade institucional".
"As Forças Armadas atuarão dentro da lei para garantir a segurança da população", alertaram no texto, no qual pediram à população que "colabore" com os militares.
Protestos massivos
Há mais de duas semanas, a Bolívia enfrenta uma onda de protestos populares e bloqueios de estradas que começaram com reivindicações ao Executivo relacionadas aos salários, ao acesso aos combustíveis e à rejeição de outras decisões, como a revogação da lei de terras. Com o passar dos dias, as exigências se intensificaram.
Os manifestantes agora exigem a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio a confrontos e ações repressivas das forças de segurança.
Na quinta-feira (21), Paz reiterou seu apelo ao diálogo. "As organizações sociais, aquelas que representam as organizações sociais, sempre terão espaço para diálogo e negociação no Governo", afirmou.