
Com novos agentes de IA, Google ameaça reinado da OpenAI

Uma nova geração de agentes de inteligência artificial (IA), revelada pelo Google durante sua conferência anual de desenvolvedores na terça-feira (19) ameaça roubar a coroa da OpenAI no mercado consumidor, sugere análise da revista The Economist publicada na quarta-feira (20).

Alimentados pelo modelo Gemini 3.5 Flash, que é quatro vezes mais rápido que rivais, os assistentes executarão tarefas cotidianas diretamente no aplicativo Gemini, já usado por 900 milhões de pessoas por mês, bem como no mecanismo de busca, que atende mais de 3 bilhões de usuários.
Sundar Pichai, CEO da Alphabet, empresa controladora do Google, informou que o consumo de tokens da empresa disparou para 3,2 quatrilhões mensais, em comparação com 480 trilhões no ano passado, exigindo investimentos de capital de até US$ 190 bilhões neste ano.
Para viabilizar a operação, a companhia estuda limites de uso e a ampliação de anúncios integrados às respostas de IA. Analistas alertam que a disparada dos custos é o novo problema no setor.
"Esse dinheiro não rende tanto quanto antes, porque tudo, de chips a energia, ficou mais caro. Mesmo para o Google, há limites para o quanto ele pode gastar", alerta a análise.
