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Pesquisa do Google está morta: confira como companhia incorpora IA no modelo de busca

Google transforma buscador em assistente com IA capaz de executar tarefas e monitorar informações em tempo real.
Pesquisa do Google está morta: confira como companhia incorpora IA no modelo de buscaGettyimages.ru / Benjamin Fanjoy / Stringer

Em um anúncio que marca o maior salto tecnológico de sua história, o Google apresentou na terça-feira (19) uma reestruturação profunda em seu motor de busca.

A atualização, detalhada por Elizabeth Reid, vice-presidente de Busca, introduz a era dos agentes de IA, transformando o tradicional campo de pesquisa em uma interface conversacional e proativa, capaz de realizar tarefas complexas de forma autônoma.

A base dessa mudança é a integração do modelo Gemini 3.5 Flash, que agora serve como o motor padrão para o "AI Mode". A principal inovação reside na reformulação da caixa de busca, que deixa de ser um campo de palavras-chave para se tornar um assistente multimodal.

O usuário agora pode inserir comandos utilizando diversos formatos de entrada — como textos, imagens, arquivos, vídeos ou até o conteúdo de abas abertas no Chrome — recebendo respostas textuais detalhadas e contextuais.

Novidades de busca 

O grande diferencial, contudo, são os "agentes de busca". Diferente de uma pesquisa comum, esses agentes operam em segundo plano, monitorando a web 24 horas por dia para cumprir missões específicas. Se um usuário busca um imóvel com critérios rigorosos ou quer ser avisado sobre o lançamento de um tênis de edição limitada, o agente rastreia blogs, notícias e redes sociais para enviar atualizações sintetizadas.

A tecnologia também avança no setor de serviços, permitindo que o Google realize reservas de experiências locais e, em casos selecionados, até faça chamadas telefônicas em nome do usuário para agendamentos.

A capacidade generativa também ganha novos contornos com o recurso de "codificação agentica". O Search agora é capaz de construir interfaces personalizadas em tempo real — conhecidas como interfaces generativas — para responder visualmente a perguntas complexas. Isso inclui a criação de simuladores de física, gráficos interativos e até "mini aplicativos", como painéis de rastreamento de saúde ou planejadores de mudanças, que funcionam como ferramentas customizadas para o cotidiano do usuário.

Para tornar a experiência ainda mais integrada, o Google expandiu sua "Inteligência Pessoal". Com o consentimento do usuário, a IA poderá acessar dados de aplicativos como Gmail e Google Photos para oferecer respostas que compreendam o contexto individual de cada pessoa.