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Após quatro anos de processo, ídolo de K-pop sofre revés em julgamento contra seu estuprador

A artista relatou em seu canal no YouTube, JeomjeomTV, que sofreu violência e agressão sexual em seu primeiro ano do ensino médio.
Após quatro anos de processo, ídolo de K-pop sofre revés em julgamento contra seu estupradorGettyimages.ru / AnnaStills /

O julgamento da atriz sul-coreana Kwon Min-ah contra seu estuprador terminou com a confissão do crime, embora o agressor não tenha sido punido porque o prazo de prescrição havia expirado, informou a agência de notícias Chosun na quarta-feira (20). 

Em 2023, a artista, conhecida como Mina e ex-integrante do grupo feminino musical Ace of Angels (AOA), relatou em seu canal no YouTube, JeomjeomTV, que sofreu violência e agressão sexual em seu primeiro ano do ensino médio, dezoito anos antes. O incidente, segundo Mina, ocorreu quando tinha 14 anos de idade, enquanto seguia uma amiga. Ela teria sofrido horas de abuso, no que veio se tornar o maior trauma de sua vida.

"Não posso impor uma sentença", disse Mina nas redes sociais. Ela explicou que, no início do julgamento, há quatro anos, esperava uma pena severa. O réu era acusado de estupro e agressão; se o crime de agressão fosse comprovado além do estupro, o prazo de prescrição poderia não ter expirado. Isso teria alimentado sua expectativa de uma punição mais dura.

Contudo, o resultado foi diferente, com a absolvição pelo crime de agressão. "A acusação de estupro foi aceita, mas a punição se tornou impossível devido ao prazo de prescrição", escreveu ela. Mesmo assim, afirmou que, para ela, o ponto crucial era o veredicto de culpa ou inocência.

"Isso aconteceu há 18 anos. Naquela época, devido ao contexto histórico e à atmosfera, não tínhamos escolha a não ser ficar em silêncio e esconder", afirmou a artista, que foi socorrida após uma tentativa de suicídio em janeiro deste ano.

"Ouso dizer às muitas vítimas para não se culparem nem se esconderem, e para encontrarem ainda mais coragem para falar com todas as suas forças, porque não há nada de que se envergonhar."