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Petro responde à expulsão de sua embaixadora na Bolívia

La Paz informou nesta quarta-feira (20) que tomou a decisão "para preservar os princípios de soberania e não ingerência".
Petro responde à expulsão de sua embaixadora na BolíviaZUMA Press, Inc. / Legion-Media

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu nesta quarta-feira (20) à expulsão da embaixadora de seu país na Bolívia, Elizabeth García, e pediu um "diálogo nacional" na nação boliviana para evitar "um massacre da população".

"Se por propor um diálogo e uma intermediação expulsam a embaixadora, é porque está se passando para extremismos, que podem levar a uma situação muito difícil o povo boliviano, o que espero que não aconteça", disse o mandatário colombiano durante uma entrevista à Caracol Radio.

O mandatário ratificou sua proposta de "servir de intermediários por um diálogo" no contexto dos protestos antigovernamentais das últimas semanas.

"O que sabemos que acontece na Bolívia neste momento é que há um povo nas ruas, que estão matando, e há um Governo que está questionado por esse povo", disse o líder do Pacto Histórico.

A Chancelaria boliviana informou na quarta-feira (20) que La Paz "decidiu solicitar à embaixadora da República da Colômbia credenciada no país a conclusão de suas funções diplomáticas em território boliviano, outorgando-lhe o prazo correspondente conforme as normas internacionais vigentes".

No texto afirma-se que a determinação tomada "responde à necessidade de preservar os princípios de soberania, não ingerência em assuntos internos e respeito mútuo entre Estados".

Nos últimos dias, o presidente colombiano manifestou sua posição sobre os recentes protestos antigovernamentais na Bolívia, ao mesmo tempo em que pediu aos EUA que evitem um ataque contra o ex-presidente boliviano Evo Morales, já que uma ação violenta "só encherá de sangue toda a América Latina".

  • O líder do Pacto Histórico considera que as mobilizações contra o Governo de Rodrigo Paz são uma "insurreição popular" que surge em "resposta à soberba geopolítica".

  • O mandatário colombiano afirmou que "jamais defenderá a repressão contra o povo boliviano", já que a violência "só geraria um imenso massacre, que por gerações não esquecerá a América Latina".

  • Estas afirmações geraram um atrito diplomático com a Administração de Paz, que emitiu um comunicado para se queixar dos ditos de seu homólogo colombiano porque "não refletem a boa relação entre os dois países" e constituem um desrespeito ao "princípio de não ingerência nos assuntos internos dos Estados".