
Chefe da OTAN admite fracasso de proposta para ampliar apoio militar à Ucrânia

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declarou nesta quarta-feira (20) que sua proposta de destinar 0,25% do PIB dos países europeus membros da Aliança Atlântica para a compra de armas para a Ucrânia não obteve apoio.

"Minha função é apresentar propostas ousadas, mas às vezes elas podem não ser aceitas. Não acredito que esta será aprovada, porque muitos se opõem a esses aumentos fixos de 0,25% [do PIB]", disse durante coletiva de imprensa em Bruxelas, na véspera da reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN, que será realizada na Suécia nos dias 21 e 22 de maio.
Segundo Rutte, nações como Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Noruega e Canadá estão assumindo a maior parte dos custos ligados ao envio de equipamentos militares americanos para a Ucrânia.
O secretário-geral afirmou que o fluxo de armas dos EUA continua essencial para Kiev, incluindo sistemas antimísseis e interceptadores. "A Ucrânia não consegue sobreviver sem esse fluxo crucial de equipamentos americanos", disse.
Apesar da resistência à proposta, o chefe da OTAN afirmou que o objetivo foi colocar o debate sobre divisão de gastos "de forma clara sobre a mesa" entre os aliados da aliança militar.
