
Polônia exige que drones ucranianos não violem espaço aéreo de países da OTAN

A Ucrânia deve agir com cautela e garantir que seus drones não representem uma ameaça para os países da Aliança Atlântica, declarou nesta quarta-feira (20), em entrevista coletiva, o ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz.
"A Ucrânia precisa, sem dúvida, mirar seus alvos com muito mais precisão para não colocar em risco a segurança dos países membros da OTAN", disse Kosiniak-Kamysz, quando um jornalista lhe pediu que comentasse o incidente do abatimento de um drone ucraniano sobre a Estônia.
Caos causado pelos drones de Kiev

Na semana passada, dois drones ucranianos penetraram no espaço aéreo da Letônia e lançaram ataques contra instalações russas utilizando uma rota que atravessava a região do Báltico, sem encontrar qualquer resistência no caminho.
A primeira-ministra letã, Evika Silina, solicitou a demissão do ministro da Defesa, Andris Spruds, ao considerar que a resposta antiaérea não havia sido mobilizada com rapidez suficiente.
Apesar do escândalo desencadeado, em Kiev limitaram-se a dar umaexplicação pouco convincente, admitindo que os drones ucranianos haviam entrado em território letão porque a defesa aérea russa os havia desviado de sua rota.
Nesta terça-feira (19), a situação se repetiu em outro país báltico, a Estônia, cujas Forças de Defesa abateram um drone ucraniano que havia entrado em seu território.
"É a primeira vez que abatemos um drone por conta própria", afirmou o ministro da Defesa, Hanno Pevkur. Segundo ele, um veículo aéreo não tripulado que se dirigia para o território russo entrou no espaço aéreo da Estônia e um caça da Missão de Segurança Aérea do Báltico — missão permanente de defesa e alerta rápido da OTAN — o abateu sobre o lago Vortsjarv, no sul do país.
Ao mesmo tempo, a Estônia ressaltou que não havia dado permissão à Ucrânia para utilizar seu espaço aéreo. Kiev, por sua vez, pediu desculpas pelo ocorrido.
