O regime de Vladimir Zelensky está preparando uma série de novos ataques terroristas contra regiões do interior da Rússia a partir do território da Letônia, informou nesta terça-feira (19) o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia.
De acordo com dados dos serviços de inteligência russos, o objetivo dos ataques é demonstrar aos seus "patrocinadores ideológicos e financeiros" europeus que as Forças Armadas da Ucrânia mantêm seu potencial de combate e são capazes de causar danos à economia russa.
O regime de Kiev "não pretende se limitar ao uso dos corredores aéreos que os países bálticos disponibilizaram às Forças Armadas da Ucrânia", mas também planeja lançar drones a partir do território desses países.
"Estima-se que essa tática reduza significativamente o tempo de chegada aos alvos e aumente a eficácia dos ataques terroristas", afirma o comunicado. Seria impossível determinar com precisão o local exato do lançamento de seus drones, contudo, segundo o regime de Kiev.
"Apesar dos receios da parte letã de se tornar alvo de retaliação por parte de Moscou, as autoridades de Kiev convenceram Riga a dar seu consentimento para a realização da operação."
"Como resultado, a russofobia primitiva dos atuais governantes da Letônia provou ser mais forte do que sua capacidade de pensamento crítico e seu instinto de autopreservação", afirma o relatório.
A postos
O Serviço de Repressão ao Terrorismo (SVR) especificou que militares das forças de sistemas não tripulados das Forças Armadas da Ucrânia já foram enviados para a Letônia e estão alocados em bases militares letãs em Adazi, Selija, Lielvarde, Daugavpils e Jekabpils.
O serviço afirmou que "só podemos lamentar a ingenuidade dos líderes letões", argumentando que os meios de inteligência modernos permitem determinar com segurança as coordenadas do ponto de lançamento dos drones.
O SVR salientou que as coordenadas dos centros de tomada de decisão em território letão são "bem conhecidas", indicando que o estudo de destroços de drones abatidos fornecem dados confiáveis de lançamento. "A adesão do país à OTAN", alertou a nota, "não protegerá os cúmplices dos terroristas de uma justa retaliação".