Drones ucranianos derrubam governo de país da OTAN

O 'fogo amigo' de Kiev também atingiu depósitos de petróleo no território do país europeu.

O recente incidente provocado pela incursão de drones ucranianos na Letônia causou instabilidade no governo do país. Primeiro renunciou o ministro da Defesa e, na quinta-feira (14), a primeira-ministra tambémrenunciou, deixando o presidente diante da necessidade de nomear um novo chefe de governo em meio a uma crise política.

"Fogo amigo"

Dois drones ucranianos entraram no espaço aéreo do país báltico em 7 de maio e atingiram depósitos de petróleo em seu território. Outros drones foram avistados e detectados pelas defesas antiaéreas da Rússia, mas não causaram danos materiais em solo russo.

No mesmo dia, a Rússia derrubou, sobre a província russa de Pskov, um dos drones do mesmo ataque. A perícia dos destroços permitiu identificá-lo como um drone de asa fixa Antonov An-196 Luty, de fabricação ucraniana.

Conflitos internos

A primeira-ministra letã, Evika Silina, solicitou a renúncia do ministro da Defesa, Andris Spruds, por considerar que a resposta antiaérea não foi mobilizada com rapidez suficiente.

No entanto, o coronel do Exército Raivis Melnis, indicado por Silina como o novo titular da pasta da Defesa, não obteve o apoio dos social-democratas.

"Ao ver um candidato sólido e profissional para o cargo de ministro da Defesa, os charlatães políticos optaram não por uma solução, mas por uma crise", denunciou a primeira-ministra no X, ao informar sua renúncia na quinta-feira.

A política lamentou que "interesses partidários mesquinhos prevaleceram sobre a responsabilidade" depois que o partido Progressistas, seu parceiro na coalizão de esquerda, retirou seu apoio ao governo, deixando-o sem maioria.

O Progressistas, por sua vez, acusaram-na de não ter informado a coalizão sobre sua intenção de destituir Spruds e de desacreditar as Forças Armadas com sua movimentação unilateral, politizando um assunto militar.