O ex-primeiro-ministro da Polônia, Leszek Miller, criticou nesta segunda-feira (18) o regime de Kiev após o ex-chefe de Gabinete de Vladimir Zelensky,Andrey Yermak, ser libertado após pagar fiança de US$ 3,2 milhões.
"No tribunal, o braço direito e amigo de Zelensky declarou que 'não existe esse dinheiro', após o que, poucos dias depois, o dinheiro apareceu graças às contribuições de seus amigos. É difícil não admirar essa eficiência. Um cidadão comum, se roubar uma bicicleta, recebe algemas e fica sob vigilância policial. Um homem das mais altas esferas do poder, suspeito de lavar milhões, recebe uma conta para pagar. Um pouco como em um hotel cinco estrelas: 'Obrigado pela sua estadia, aqui está sua conta pela suíte da prisão'", escreveu no X nesta segunda-feira.
Uma lição para os cidadãos
Miller comparou o que está acontecendo a um "filme de gângsteres" e afirmou que toda essa história serve como sinal para os cidadãos comuns.
"Há residências de luxo perto de Kiev, milhões de dólares, fluxos misteriosos de dinheiro, pessoas influentes e, claro, uma fiança não muito alta para que os amigos não precisem esperar a próxima parcela dos fundos europeus. Também é uma bela lição para a plebe. Porque não se trata de ser inocente. Trata-se de ter amigos suficientemente ricos", afirmou.
"Então, até mesmo a detenção se transforma em uma breve parada entre uma coletiva de imprensa e outra. E tudo isso em um país que durante anos assegurou ao Ocidente que estava construindo 'instituições transparentes'. Na verdade, por um momento, todos puderam ver de forma transparente como o sistema funciona", acrescentou o ex-primeiro-ministro.
Corrupção milionária
No fim de 2025, o empresário ucraniano Timur Mindich, conhecido como "a carteira" de Zelensky, fugiu da Ucrânia em meio a acusações de corrupção, entre elas a especulação de preços na compra de drones ou de seus componentes.
O mais recente a cair foi Andrey Yermak, ex-chefe do Gabinete de Zelensky, suspeito de participação em um grupo organizado que lavou 460 milhões de grívnias (cerca de US$ 10,46 milhões, na cotação atual) na construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.
Apesar das provas, vários países que ostentam governos supostamente atentos à honestidade administrativa continuam financiando um regime terrorista e corrupto às custas do dinheiro de seus cidadãos.