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'Estamos em contato permanente com nossos amigos cubanos', diz Kremlin

O porta-voz do da Presidência russa informou que Moscou e Havana estão em contato e discutem formas de aliviar o bloqueio contra a ilha.
'Estamos em contato permanente com nossos amigos cubanos', diz KremlinMagdalena Chodownik / Anadolu

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia tem mantido conversas permanentes com Cuba, apesar do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.

"Estamos em contato constante com nossos amigos cubanos", disse Peskov.

"E, claro, estamos constantemente trocando opiniões e informações sobre o que poderia ser feito para aliviar o enorme fardo do bloqueio", acrescentou.

Rússia está do lado de Cuba

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrovafirmou que Moscou está disposta a apoiar Cuba diante do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. O apoio foi transmitido ao chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, durante um encontro bilateral realizado como parte da cúpula de ministros das Relações Exteriores do BRICS.

"A parte russa manifestou sua disposição de prestar apoio a Havana na busca de sua justa reivindicação de que os Estados Unidos ponham fim imediatamente ao bloqueio comercial, econômico e financeiro da ilha, bem como à exclusão de Cuba da lista norte-americana de 'Estados patrocinadores' do terrorismo", afirma a declaração do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".

Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.