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Lavrov: Rússia está disposta a ajudar Cuba em meio a bloqueio dos EUA

Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia se reuniu com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, à margem da reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países do BRICS, realizada em Nova Delhi.
Lavrov: Rússia está disposta a ajudar Cuba em meio a bloqueio dos EUATelegram / @MID_Russia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta sexta-feira (15), em Nova Delhi, que Moscou está disposta a apoiar Cuba diante do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.

A declaração foi feita durante reunião bilateral com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, à margem do encontro de ministros das Relações Exteriores do BRICS.

Segundo comunicado divulgado pela diplomacia russa, os representantes mantiveram um diálogo "amistoso e construtivo", no qual revisaram temas da agenda bilateral e discutiram questões regionais e internacionais.

Rússia e Cuba também reafirmaram a oposição às sanções unilaterais que desrespeitam a Carta da ONU.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que Moscou apoia a reivindicação cubana para que os EUA encerrem "imediatamente" o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha. O governo russo também defendeu a retirada de Cuba da lista norte-americana de "Estados patrocinadores do terrorismo".

O comunicado acrescenta que, diante da "escalada sem precedentes da situação", a Rússia reiterou sua disposição de oferecer a Cuba apoio político, diplomático e material. O bloqueio dos EUA contra Cuba está em vigor há mais de seis décadas e foi ampliado nos últimos anos com novas medidas restritivas.

Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".

Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.