Nas Ilhas Virgens Americanas, a ilha particular Little St. James, conhecida por ter pertencido ao falecido financista norte-americano Jeffrey Epstein, tornou-se palco de uma onda de invasões ilegais, perseguições e confrontos impulsionados pela obsessão pública em torno do caso do magnata acusado de tráfico sexual de menores.
De acordo com uma reportagem da Bloomberg publicada na quinta-feira (14), inúmeros visitantes chegam em jet skis, usam drones para gravar imagens e até tentam desembarcar clandestinamente na ilha, atualmente de propriedade do empresário bilionário Stephen Deckoff. Alguns acreditam que Epstein ainda está vivo.
A situação tem levado a episódios cada vez mais extremos. Um homem foi acusado de entrar armado com uma espada samurai, enquanto criadores de conteúdo para o YouTube conseguiram milhões de visualizações após filmarem desembarques clandestinos na ilha. Outro visitante desistiu da tentativa após ser atacado por ouriços-do-mar. "Epstein pode estar bem ali, mano", disse um dos "youtubers" enquanto avançava em direção à costa.
Detenções
O porta-voz da propriedade defendeu as ações da equipe de segurança e garantiu que os proprietários continuarão realizando "detenções legais" contra os intrusos. Ele também negou maus-tratos a quem "ameaça a segurança" de quem trabalha ou mora no local. Segundo a reportagem, a polícia local investiga vários dos incidentes registrados nos últimos meses.
Deckoff comprou Little St. James e a ilha vizinha de Great St. James em 2023 por US$ 60 milhões, menos da metade do preço inicial de venda. O empresário afirmou na época que pretendia transformar o local em um complexo turístico de luxo para deixar para trás o passado associado a Epstein. No entanto, o projeto ainda não se concretizou e a propriedade continua sendo um ímã para teorias da conspiração, turismo mórbido e conteúdo viral nas redes sociais.