Carlo Sommacal, marido e pai de duas das cinco vítimas do acidente de mergulho ocorrido nas Maldivas, expressou sua consternação pela tragédia na qual morreram Mónica Montefalcone, de 51 anos, professora de Ecologia e renomada especialista em expedições submarinas, e sua filha, Giorgia Sommacal, de 23 anos.
"Algo aconteceu lá embaixo, minha esposa é uma das melhores mergulhadoras do mundo", afirmou na sexta-feira (15) ao La Repubblica ao se referir à tragédia. "Ela provavelmente já fez 5 mil mergulhos. E sempre foi muito responsável. Ela nunca teria colocado em risco a vida da nossa filha nem a de outros jovens", acrescentou Sommacal, garantindo ainda que, se realmente houvesse um alerta amarelo no local, os mergulhadores teriam tomado mais precauções antes de mergulhar.
As primeiras notícias da imprensa local afirmavam que Montefalcone foi a primeira vítima resgatada e identificada pelas equipes de resgate. No entanto, confirmou-se posteriormente que o primeiro corpo a ser trazido à superfície foi o de Gianluca Benedetti, um instrutor de mergulho de 44 anos.
O que pode ter acontecido com eles?
Entre as hipóteses analisadas por especialistas em mergulho está a chamada "intoxicação por oxigênio" ou hiperoxia, uma condição que pode ocorrer devido à exposição prolongada a altas concentrações de oxigênio durante mergulhos profundos. De acordo com as explicações divulgadas, esse fenômeno pode causar danos aos tecidos e afetar o sistema nervoso central, provocando perda de consciência, convulsões e outros efeitos neurológicos graves. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram essa possibilidade.
Hoje foi retomada a busca pelos quatro corpos que ainda não foram localizados, após as operações terem sido suspensas ontem devido às más condições meteorológicas. Até o momento, continuam desaparecidos os corpos de Montefalcone e sua filha, bem como os de Muriel Oddenino e Federico Gualtieri.