China e Rússia reforçaram apoio ao Brasil e à Índia por um papel mais relevante nas Nações Unidas, incluindo no Conselho de Segurança. A posição consta no item 10 do Documento Final da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do BRICS, divulgado nesta sexta-feira (15).
No documento oficial, os ministros defenderam "uma reforma abrangente da ONU (...) com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente".
O documento também destaca a necessidade de "aumentar a representação dos países em desenvolvimento entre os membros do Conselho", que dialoga diretamente com as demandas brasileiras e indianas.
Desde a criação da ONU, em 1945, o Conselho de Segurança não passa por reformas em seus membros com assento permanente, ou seja, as nações que possuem poder de veto. São eles: Rússia, China, EUA, Reino Unido e França. Para o BRICS, o modelo é anacrônico e não acompanhou as mudanças geopolíticas nestes mais de 80 anos.
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Em aceno a uma participação ainda mais plural na principal organização internacional, os chanceleres do grupo defenderam que a reforma da ONU responda "adequadamente aos desafios globais prevalecentes" e apoie "as aspirações dos países emergentes e em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina".
Neste sentido, o documento afirma reconhecer "as legítimas aspirações dos países africanos", expressas em documentos da União Africana como o Consenso de Ezulwini e na Declaração de Sirte.
Por fim, o documento destaca que a reforma do Conselho de Segurança "visa amplificar a voz do Sul Global".