
'Não podemos permanecer indiferentes': Espanha boicota Eurovision por participação de Israel

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta sexta-feira (15) que "este ano será diferente" em relação à participação de seu país no festival Eurovision e anunciou que Madri boicotará o concurso musical em protesto pela participação de Israel.
O mandatário declarou que a decisão de "se posicionar diante da injustiça" levou a Espanha a não participar do festival.
"Nosso compromisso com os direitos humanos e com a legalidade internacional também se expressa por meio da cultura", afirmou.
Este año no estaremos en Eurovisión, pero lo haremos con la convicción de estar en el lado correcto de la historia. Por coherencia, responsabilidad y humanidad. pic.twitter.com/cnTt7Kc5rk
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) May 15, 2026
"Espanha sempre se comprometeu com este festival, que nasceu justamente para promover a paz, aproximar os povos e celebrar a diversidade do continente europeu. Mas, diante da guerra ilegal e também do genocídio, o silêncio não é uma opção e não podemos permanecer indiferentes ao que continua acontecendo em Gaza e no Líbano", afirmou em uma mensagem de vídeo.

Ele destacou que se trata de uma questão de "coerência, responsabilidade e humanidade" e que outros países, como Irlanda, Islândia, Países Baixos e Eslovênia, também não participarão.
O Festival Eurovision enfrenta o maior boicote em seus 70 anos de história. Espanha, Irlanda, Eslovênia, Islândia e Países Baixos justificaram sua decisão pela agressão israelense na Faixa de Gaza iniciada após o ataque do Hamas em outubro de 2023, assim como pela avaliação de que nenhum país em guerra deveria participar do festival, para evitar votações com viés político, algo que corrói gravemente a neutralidade tradicional do concurso.
