Exército dos EUA reconhece 'buraco negro' que deixa país vulnerável a ataques terroristas

Enquanto os EUA concentram sua ofensiva contra o Irã, a Al Qaeda e o Estado Islâmico estão se consolidando na África, alertou um general americano.

Grupos terroristas estão ressurgindo na África, acumulando recursos e capacidade de ataque sobre os quais os Estados Unidos têm conhecimento muito limitado, alertou na quinta-feira (15) o chefe do Comando dos EUA para a África (AFRICOM), general Dagvin Anderson.

Durante sua audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, Anderson alertou para o ressurgimento no continente africano da Al Qaeda e do Estado Islâmico*, que, segundo ele, têm vontade e intenção de atacar os EUA.

Quando perduntado se os terroristas teriam capacidade para isso e se estariam desenvolvendo armas e estratégias que pudessem representar um perigo iminente para os americanos, o general expressou suas preocupações a respeito.

"Essa questão é precisamente minha maior prioridade: poder oferecer [uma resposta]", respondeu, acrescentando que está focado em garantir que as forças americanas "disponham dos recursos necessários para emitir os sinais de alerta que permitam saber e identificar quando [os terroristas] passam dessa intenção para ter a capacidade e os meios de realizá-la".

"Isso é algo que se tornou muito difícil de determinar no Sahel neste momento, dada nossa presença limitada", concluiu.

*Declarado como um grupo terrorista e proibido na Rússia.