
Monark dobra a aposta e dispara: 'podia ter o partido dos pedófilos'

O influenciador Bruno Aiub, popularmente conhecido como Monark, gerou polêmica nesta terça-feira (12) ao defender, em entrevista no podcast Inteligência Ltda., a legitimidade de um partido para pedófilos.
❗️Monark DOBRA A APOSTA e dispara: 'podia ter o partido dos pedófilos'O influenciador afirmou que as pessoas deveriam "ter o direito de se organizar no partido que for, desde que não cometam um crime".Confira os detalhes: https://t.co/RUAsAgk4vipic.twitter.com/LZ5p3NpsiW
— RT Brasil (@rtnoticias_br) May 12, 2026
A declaração ocorreu enquanto Monark relembrava o caso de "cancelamento" que o levou a deixar o cargo de apresentador do podcast Flow Podcast em fevereiro de 2022. À época, ele defendeu que o Brasil deveria ter um partido nazista.
Ao recordar o episódio, o influenciador voltou a sustentar seu posicionamento e afirmou tratar-se de sua opinião em defesa da liberdade de expressão irrestrita:

"Não é uma besteira, é uma opinião minha. É uma forma de organização política, de princípios, que eu acredito e que os Estados Unidos acreditam", disse o influenciador. Quando o apresentador Rogério Vilela afirmou que ele havia escolhido um dos exemplos mais extremos, Monark respondeu que acredita até mesmo que "podia até ter o partido dos pedófilos".
Durante a conversa, Monark destacou que as pessoas deveriam "ter o direito de se organizar no partido que for, desde que não cometam um crime". Ele enfatizou, no entanto, que é "contra a pedofilia".
"Eu sou contra a pedofilia. Acho nocivo, mataria pedófilo. Se um pedofilo fizesse alguma coisa com algum ente querido meu... É um dos piores [crimes], tem que matar'', pontuou.
"Liberdade" do Ocidente:
Nos Países Baixos, uma agremiação política chamada Partido pelo Amor ao Próximo, Liberdade e Diversidade (PNVD, na sigla em holandês) foi formada em 2006 com o objetivo de defender a pornografia infantil, reduzir a idade de consentimento para 12 anos e legalizar o sexo com animais.
À época, a Justiça holandesa permitiu que o partido operasse sob o argumento da liberdade de expressão. No entendimento das autoridades locais, citadas pela BBC, a liberdade para criar um partido político é "basilar para a sociedade democrática".
Já nos Estados Unidos, citados por Monark como exemplo onde suas ideias são postas em prática, não existem restrições à publicação de materiais de teor nazista ou à realização de marchas que promovam essa ideologia, uma vez que tais manifestações são amparadas pela Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão.

