O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atacou nesta segunda-feira a União Europeia (UE) pelas sanções que o bloco impôs contra os colonos e organizações israelenses que lideram a extrema violência e ocupação dos Territórios palestinos, como a Cisjordânia ocupada.
"Enquanto Israel e os EUA fazem o trabalho sujo da Europa lutando pela civilização contra jihadistas fanáticos no Irã e em outros lugares, a União Europeia expõe sua falência moral ao estabelecer uma falsa simetria entre os cidadãos israelenses e os terroristas do Hamas", declarou, citado pela imprensa.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou, na segunda-feira (11), que o titular da pasta, Gideon Sa'ar, "rejeitou firmemente" a imposição das sanções "aos cidadãos e organizações israelenses" e afirmou que a UE escolheu "arbitrariamente e politicamente" recorrer a essas ações contra Israelenses "por causa de suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento."
O chanceler também afirmou que a "comparação inaceitável" feita pela UE entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas, que também foram sancionados pelo bloco europeu, era "igualmente escandalosa". "Trata-se de uma equivalência moral completamente distorcida", declarou Sa'ar.
Segundo ele, os territórios ocupados de Palestina pelos colonos pertencem "à terra de Israel" e é por isso que "nenhum outro povo no mundo" tem o direito de "tirá-lo". "A tentativa de impor opiniões políticas por meio de sanções é inaceitável e não terá sucesso", acrescentou.