O ex-primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou neste domingo (10) que o novo governo do país deve adotar uma postura firme diante da União Europeia, defendendo a soberania nacional nas negociações com Bruxelas. A declaração foi publicada na rede social X e direcionada ao futuro gabinete liderado por Péter Magyar.
Segundo Orbán, os novos dirigentes "devem entender uma coisa muito claramente": "Se não lutarem pela Hungria em Bruxelas, os bruxelenses os pisotearão".
O político pediu que o próximo governo mantenha uma postura patriótica e evite ceder soberania nacional em troca de apoio político ou recursos financeiros.
Postura firme
A publicação reúne trechos da última entrevista concedida por Orbán antes de deixar o cargo, exibida no programa "Dope Ranos". Na entrevista, ele afirmou que "Bruxelas quer limitar os poderes dos países que lutam por sua soberania nacional" e acusou autoridades europeias de recorrerem a "chantagem financeira e outros meios", problema que, segundo ele, afetaria "toda a Europa".
Orbán declarou que a Hungria precisa permanecer na União Europeia, mas destacou que "a única atitude correta em relação a Bruxelas é lutar e resistir". Para o premiê, negociações com o bloco devem ocorrer "desde que com uma posição de força".
Alertas ao novo gabinete
O líder húngaro também afirmou que acordos com a União Europeia podem resultar em prejuízos ao país se houver concessões em temas considerados estratégicos.
Segundo ele, abrir mão da soberania em troca de "alguns bilhões de euros" prometidos causaria "enormes problemas no futuro".
Orbán concluiu dizendo que o novo governo precisa "sair para lutar", reiterando que, sem resistência política em Bruxelas, o país poderá ser "pisoteado, esmagado e saqueado".