Um mercenário colombiano recrutado pela Ucrânia para lutar contra a Rússia relatou ter sido enganado, pois lhe garantiram que trabalharia como cozinheiro.
"A promessa que me fizeram foi que eu iria cozinhar, que eu seria chef. Disseram-me: 'Você vai cozinhar, não ir para a guerra'", disse o jovem de 23 anos em entrevista exclusiva à RT.
O colombiano afirma ter sido alertado sobre as falsas promessas que as forças ucranianas usam para atrair mercenários estrangeiros, mas ignorou os avisos e decidiu viajar para o país eslavo. "Só acreditamos quando vemos", lamentou.
O jovem foi capturado por soldados russos, que o carregaram por quatro horas por estar ferido, após o que lhe prestaram atendimento médico. O momento de sua prisão foi registrado em vídeo. "Bem-vindo à Rússia, irmão", disse um dos soldados ao homem capturado, que parecia perdido.
- A Colômbia é o país estrangeiro com o maior número de soldados no país eslavo. Segundo diversas estimativas, desde 2022, o número de mercenários dessa nação sul-americana que se juntaram às fileiras do Exército ucraniano varia entre 2 e 7 mil.
- Esses números são impossíveis de verificar, pois não existem estatísticas oficiais disponíveis sobre a sobre a presença de combatentes estrangeiros na Ucrânia; em novembro de 2024, porém, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia contabilizou ao menos 300 cidadãos mortos em hostilidades no conflito ucraniano, enquanto em abril deste ano relatou 438 "desaparecidos em combate".
- O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou repetidamente o envolvimento de soldados de seu país em conflitos estrangeiros. No caso da Ucrânia, ele denunciou que "os ucranianos tratam os colombianos como uma raça inferior" e que mercenários são levados ao país como "carne de canhão". Em dezembro, ele pediu ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que libertasse os colombianos "enganados" que "parecem estar sequestrados na Ucrânia".
- O governo de Petro conseguiu resolver o problema aprovando em dezembro, a lei que ratifica o tratado internacional que proíbe a atividade mercenária, a qual o próprio presidente assinou em março.
- Entretanto, na Rússia, estão em curso processos judiciais contra mercenários de vários países que lutam ao lado de Kiev, incluindo vários colombianos, alguns dos quais já foram condenados.