
Ataque com carro-bomba mata 12 policiais no Paquistão

Um ataque ocorrido no sábado (9) contra um posto policial na cidade paquistanesa de Fateh Khel, no noroeste próximo à fronteira com o Afeganistão, deixou doze policiais mortos, revelaram autoridades ao jornal britânico Reuters.
Segundo uma fonte policial, os agressores lançaram um carro-bomba contra a delegacia e, em seguida, invadiram o prédio, abrindo fogo contra os policiais que estavam lá dentro. Três policiais foram resgatados com vida e levados para o hospital.
Heavy clashes followed by sucide blast ongoing between security forces & militants in Bannu. Militants appear to be in large numbers, surround the police post. The attackers also fired three rocket attacks at the checkpoint. The exact situation about casualties are not clear 3️⃣ pic.twitter.com/gN9opbl9Yb
— Jawad Yousafzai (@JawadYousufxai) May 9, 2026
Imagens após o ataque mostram que a estrutura foi completamente reduzida a destroços, com tijolos, destroços carbonizados e veículos retorcidos espalhados pela área.
The Fatah Khel Police Station in Bannu, was completely destroyed in a suicide attack last night. The morning Fotages shows that powerful blast leveled the police station to the ground. So far, the identity of the five police personnel, who lost lives has been confirmed 6️⃣ pic.twitter.com/dOeKQT0HPN
— Jawad Yousafzai (@JawadYousufxai) May 10, 2026
"Outros agentes da lei foram enviados para ajudar a polícia, mas os terroristas os emboscaram e causaram algumas baixas", afirmou o oficial. Um estado de emergência foi declarado nos hospitais públicos de Bannu, região onde ocorreu o atentado.

O movimento Ittehad-ul-Mujahideen reivindicou a autoria do ataque.
Tensão na fronteira
Ataques similares já reacenderam os combates ao longo da fronteira do Paquistão com o Afeganistão anteriormente. Os confrontos mais intensos dos últimos anos eclodiram em fevereiro entre os antigos aliados, quando o Paquistão realizou ataques aéreos dentro do território afegão, alegando que visava redutos militantes.
Desde então, os combates diminuíram, mas nenhum cessar-fogo oficial foi negociado. Islamabad culpa Cabul por abrigar militantes que usam solo afegão para planejar ataques em território paquistanês. O Talibã negou as acusações e afirmou que a militância no Paquistão é um problema interno do país.
