O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que recebeu, por meio do primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, a informação de que o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, continua disposto a realizar uma reunião pessoal entre os dois. Segundo Putin, a proposta não representa novidade e já havia sido apresentada anteriormente.
Durante coletiva de imprensa realizada no contexto do 81º aniversário do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista, o presidente afirmou que Moscou nunca rejeitou um encontro direto.
"Não propomos essa reunião, mas se alguém quiser, por favor. Quem quiser se reunir, que venha a Moscou para o encontro", disse.
Condições para eventual reunião
Putin afirmou que uma reunião em um terceiro país também é possível, desde que exista previamente um acordo definitivo sobre um tratado de paz. Segundo ele, o encontro entre líderes deve representar o encerramento do processo político.
"Isso deve ser o ponto final, não as negociações em si", declarou, acrescentando que especialistas precisam trabalhar antes para alcançar consenso e garantir que "ambas as partes entendam claramente que os acordos foram plenamente consensuados".
O presidente russo relembrou sua participação nas negociações dos Acordos de Minsk, afirmando que conversas prolongadas sem resultados concretos não são suficientes.
Dia da Vitória
Putin também afirmou que a Rússia não trata o Dia da Vitória como um evento simbólico ou político, criticando a postura de Kiev sobre a data.
"Para nós, o 9 de maio não é um espetáculo cômico. Para nós, é um dia sagrado", afirmou.
O líder russo destacou ainda que, segundo documentos do pós-guerra, cerca de 70% das perdas humanas da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial corresponderam à República Socialista Federativa Soviética da Rússia.
"Para nós, se trata de um acontecimento que diz respeito a cada cidadão da Federação da Rússia, a cada família, e aqui não estamos jogando nenhum joguinho", concluiu.