O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que Moscou transmitiu à China, à Índia e aos Estados Unidos sua avaliação da situação em torno das comemorações do Dia da Vitória e das ameaças do regime de Kiev de realizar um ataque contra a capital russa, alertando que, em Kiev, os centros de tomada de decisão estão localizados perto de prédios diplomáticos.
Durante uma coletiva de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre violações do cessar-fogo por parte da Ucrânia — previamente anunciadas pelas partes e pelo Presidente dos EUA, Donald Trump —, ele salientou que o Ministério da Defesa ainda não havia apresentado informações adicionais e que, naquele momento, não poderia comentar mais nada.
Ao falar sobre os eventos comemorativos, ele observou que, embora a decisão de realizar o desfile do Dia da Vitória tenha sido tomada, um formato "limitado" foi aceito.
"Tomamos a decisão de que, embora não seja um aniversário, ainda é o Dia da Vitória; decidimos que vamos celebrá-lo, mas sem exibição de equipamentos militares, porque as Forças Armadas devem concentrar sua atenção na derrota final do inimigo no âmbito da operação militar especial", explicou ele.
Em relação às ameaças de Kiev de atacar Moscou durante o desfile na Praça Vermelha, Putin afirmou que a Rússia reagiu diversas vezes, avaliando todas as possíveis consequências: o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores emitiram alertas a esse respeito.
Contatos
Putin também indicou que Moscou havia iniciado contatos com "seus principais parceiros e amigos".
"Começamos a trabalhar com nossos principais parceiros e amigos: China, Índia e também os Estados Unidos. Descrevemos a situação potencial aos nossos amigos e colegas; não temos o desejo de piorar as relações com ninguém, e isso poderia acontecer, visto que todos os centros de tomada de decisão em Kiev estão localizados perto das missões diplomáticas de vários países", observou ele.
Entretanto, ele observou que Moscou apresentou propostas a Kiev em 5 de maio para uma troca de prisioneiros de guerra, enviando uma lista de 500 militares ucranianos atualmente na Rússia. Contudo, ele enfatizou que Kiev manifestou sua indisposição em assumir essa iniciativa.