Às vésperas das celebrações do Dia da Vitória, em 9 de maio, a Rússia ressaltou, na quinta-feira (7), no Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que "os portões de Auschwitz não foram abertos por libertadores abstratos ou tropas sem nome, mas por soldados soviéticos".
A declaração foi feita pelo representante permanente em exercício da Federação da Rússia na OSCE, Aleksandr Volgarev, durante debate sobre a inaceitabilidade da negação do Holocausto.
No discurso, Volgarev defendeu a preservação da memória histórica da Segunda Guerra Mundial e criticou o que chamou de "apagamento do papel soviético" na derrota do nazismo.
Ele explicou que os soldados do Exército Vermelho chegaram ao campo de concentração de Auschwitz "depois de Stalingrado, Kursk, Minsk, Kiev e Varsóvia, após uma jornada terrível que custou milhões de vidas".
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Mesmo assim, o diplomata afirmou que os "sacrifícios inimagináveis dos povos soviéticos estão sendo relegados ao esquecimento" e reiterou que a União Soviética passou por um genocídio.
"Foi um extermínio em massa direcionado a cidadãos soviéticos — russos, ucranianos, belarussos, judeus e outros povos do nosso país", declarou. Na guerra, 27 milhões de soviéticos foram assassinados pelo regime nazista.
A representação russa afirmou considerar "inaceitável negar não apenas o Holocausto, mas também o genocídio do povo soviético cometido pelos nazistas e seus cúmplices".