Díaz-Canel reage à nova onda de sanções dos EUA contra Cuba

Havana classificou a mais recente investida de Washington como um "castigo coletivo" que pretende "submeter toda a população cubana à fome e ao desespero".

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, advertiu nesta quinta-feira (7) que "as medidas adicionais de cerco econômico anunciadas hoje" pelo Departamento de Estado dos EUA "agravam a situação já difícil" enfrentada pela ilha, embora também fortaleçam a determinação do povo cubano de "defender a pátria, a revolução e o socialismo".

"Nosso povo já conhece a crueldade por trás das ações do Governo dos EUA e a sanha com que é capaz de atacá-lo. Compreende, assim como entende o restante do mundo, que se trata de uma agressão unilateral contra uma nação e uma população cuja única ambição é viver em paz, dona de seu destino e sem a interferência perniciosa do imperialismo estadunidense", diz a mensagem publicada por Díaz-Canel nas redes sociais.

Nesta quinta-feira (7), o gabinete do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio,divulgou um comunicado anunciando novas medidas coercitivas unilaterais contra Havana. O alto funcionário as classificou como "decisivas para proteger a segurança nacional dos EUA", assim como para "privar o regime comunista e o Exército de Cuba do acesso a ativos" que Washington considera de caráter "ilícito".

Reação da chancelaria cubana

"Com as medidas adicionais de castigo coletivo anunciadas hoje contra Cuba, o Governo dos EUA confirma sua intenção genocida contra a nação cubana e elimina qualquer dúvida sobre a falsidade de seus pretextos para agredir nosso país", afirmou em sua conta no X o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do país caribenho classificou a investida de Washington como "uma agressão econômica impiedosa", que pretende "submeter toda a população cubana à fome e ao desespero" e "tentar gerar uma catástrofe social, econômica e política em escala nacional".

Ameaça dos EUA a Cuba