Um relatório citado nesta quinta-feira (7) pela Bloomberg revela que o aumento da dívida pública global tem impactado as economias emergentes da América Latina, onde o endividamento deve atingir 67,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. O Brasil ocupa a primeira posição do ranking, com uma dívida governamental equivalente a 91,4% do PIB.
O relatório trimestral Global Debt Monitor, do Instituto de Finanças Globais (IIF), citado pela Bloomberg nesta quinta-feira (7), detalha que a deterioração fiscal também se reflete nas economias latino-americanas, cujos níveis de dívida governamental se comparam aos de "mercados altamente endividados".
Após o Brasil, aparece em segundo lugar no ranking El Salvador, com 86,5%, seguido por Trinidad e Tobago, com 83,8%. A lista segue com Argentina (74,9%), Granada (70,9%), Jamaica (67,6%), Colômbia (65,3%), Costa Rica (60,6%), República Dominicana (58,8%), Equador (54,1%) e México (49,2%).
Cenário de conflito no Oriente Médio
Embora as causas do endividamento tenham características próprias, a agressão de EUA e Israel contra o Irã e a restrição de passagem pelo Estreito de Ormuz podem gerar pressões inflacionárias na América Latina.
Conforme o relatório, "os mercados emergentes estão observando maiores índices de dívida sobre o PIB, mas a dívida emergente segue resiliente", sustentada por um "dólar fraco", "fundamentos macroeconômicos sólidos e acesso contínuo aos mercados internacionais".
Moedas fortes
O conflito no Oriente Médio fez com que as moedas de vários países da América Latina se fortalecessem, impulsionadas pela desvalorização sustentada do dólar e pelos preços elevados de commodities, como metais e petróleo.
Dessa forma, as quatro divisas da região com melhor posicionamento são as do Brasil, Argentina, Colômbia e México.
Apesar da dívida, a robustez econômica do Brasil o coloca como "o novo ouro", em meio aos desafios geopolíticos globais, devido à sua força econômica no cenário geopolítico atual, segundo a Bloomberg.