Notícias

JP Morgan oferece quantia milionária para encerrar denúncia de 'escravo sexual' de executiva

Instituição afirma que as alegações "não têm fundamento" e diz ter buscado acordo para evitar desgaste público.
JP Morgan oferece quantia milionária para encerrar denúncia de 'escravo sexual' de executivaRedes sociais

O JPMorgan Chase ofereceu 1 milhão de dólares para chegar a um acordo sobre denúncias de agressão sexual e assédio apresentadas por um ex-banqueiro de investimentos, semanas antes de ele entrar com uma ação judicial com acusações explícitas, informaram  ao The Wall Street Journal pessoas familiarizadas com o caso em publicação na quarta-feira (6).

O denunciante, identificado como Chirayu Rana, reapresentou a ação em um tribunal estadual de Nova York após ela ter sido retirada por uma semana. Ele denunciou que uma colega, Lorna Hajdini, executiva de 37 anos, o transformou em seu "escravo sexual" e que colegas no maior banco dos EUA o submeteram à discriminação racial.

Em comunicado, um porta-voz do JPMorgan afirmou: "Tentamos chegar a um acordo para evitar os custos de tempo e dinheiro envolvidos em um litígio e para apoiar um funcionário que se via ameaçado justamente pelo dano à sua reputação que agora está ocorrendo. Continuamos acreditando que essas acusações são infundadas e que as novas informações que vieram à tona após a apresentação pública apenas reforçam essa conclusão".

Pagar para evitar problemas

Segundo as fontes, a oferta do JPMorgan de um acordo de 1 milhão de dólares, equivalente a menos de dois anos da remuneração de Rana no banco, buscava evitar esse cenário. Elas afirmaram que Rana rejeitou a proposta e pediu mais dinheiro durante as negociações.

Anteriormente, os advogados de Hajdini afirmaram que ela "nega categoricamente as acusações" e que "nunca participou de qualquer conduta inadequada com essa pessoa e sequer esteve no local onde supostamente ocorreu a agressão sexual".

O jornal afirmou que a tentativa do JPMorgan de resolver as denúncias de Rana oferece uma visão de um universo pouco visível de negociações envolvendo acusações sensíveis feitas por funcionários e expõe o cálculo complexo enfrentado pelas empresas. Acrescentou que muitas companhias optam por pagar, mesmo sem fundamento comprovado, para evitar disputas públicas prolongadas.