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Golpe sem precedentes faz produção da OPEP regredir quase 4 décadas

Com as exportações dos países do Golfo Pérsico seriamente afetadas, a produção conjunta da OPEP despencou em 420 mil barris por dia em abril, ficando em 20,55 milhões de barris por dia, o nível mais baixo desde 1990.
Golpe sem precedentes faz produção da OPEP regredir quase 4 décadasGettyimages.ru / Bob Riha, Jr.

A produção de petróleo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) caiu para o nível mais baixo em 36 anos devido ao impacto da guerra contra o Irãinformou a Bloomberg na quarta-feira (6).

A organização, atualmente composta por onze países –, Arábia Saudita, Venezuela, Irã, Iraque, Kuwait, Argélia, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia e Nigéria –, após a saída dos Emirados Árabes Unidos no início deste mês, viu sua atividade condicionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, devido ao conflito na região.

Com as exportações dos países do Golfo Pérsico seriamente afetadas, a produção conjunta da OPEP despencou em 420 mil barris por dia em abril, ficando em 20,55 milhões de barris por dia, o nível mais baixo desde 1990.

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A maior interrupção da história do mercado

A redução deve-se principalmente às perdas no Irã e no Kuwait, que se acentuaram com o conflito. Em março, o primeiro mês do conflito após a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã, a queda foi de 8,6 milhões de barris por dia, a maior das últimas décadas.

O Kuwait sofreu as maiores perdas no mês passado, com uma redução de 470 mil barris por dia. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes também registraram quedas significativas, enquanto o Irã deixou de produzir 180 mil barris por dia devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

A atual interrupção no abastecimento é considerada por muitos como a maior da história do mercado petrolífero. Ela já provocou aumentos nos preços da energia e um surto inflacionário global.

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• Após mais de um mês de hostilidades, os EUA e o Irã chegaram a um acordo de trégua em 7 de abril, mas as tensões continuam elevadas devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.

• Em 3 de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma iniciativa para libertar os navios retidos no Estreito de Ormuz. Segundo ele, o "Projeto Liberdade" teve início na manhã de segunda-feira (4) com a participação de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio e 15.000 membros das Forças Armadas.

• Na terça-feira (6), Trump anunciou uma pausa na operação por um breve período.

• Teerã advertiu repetidamente os navios comerciais e petroleiros para que se abstenham de transitar pelo estreito de Ormuz sem coordenação prévia com as Forças Armadas iranianas, que controlam suas águas.