Um dos principais temas de conversa entre o ocupante da Casa Branca, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, durante a visita do mandatário norte-americano a Pequim, prevista para meados de maio, será a compra de petróleo iraniano pela China, declarou nesta quarta-feira (6) o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, à Bloomberg.
Segundo ele, Trump poderia tentar convencer Pequim a deixar de comprar esse petróleo.
"Não queremos que isso prejudique a relação em geral, nem qualquer acordo que possa surgir de nossa reunião em Pequim", disse Greer. "Mas certamente é algo que pode acontecer", acrescentou.
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã, iniciado pela Administração Trump, tem sido interpretado por muitos analistas como uma manobra estratégica para pressionar Pequim por meio de um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. No entanto, alguns especialistas destacam que o gigante asiático, ao contrário, pode se beneficiar das ações norte-americanas.
Segundo essas análises, embora o conflito gere forte pressão econômica sobre a China devido à interrupção do fornecimento de petróleo bruto, ele também permite ao país redefinir seu papel geopolítico no Oriente Médio.
Além disso, enquanto Washington critica as compras de petróleo iraniano por Pequim, o Ministério do Comércio da China proibiu no último sábado o reconhecimento e o cumprimento das sanções norte-americanas impostas contra suas cinco maiores empresas petroquímicas sob o pretexto de supostas transações com o Irã.
Por sua vez, Donald Trump afirmou nesta semana que prefere manter uma relação cooperativa com a China em vez de entrar em confronto.
"Acho que é melhor se dar bem com a China do que lutar com a China", declarou, acrescentando que em Pequim "pensam da mesma forma".
Ao mesmo tempo, Washington instou a China a utilizar a diplomacia com seu maior parceiro comercial no Oriente Médio para reabrir o Estreito de Ormuz ao transporte marítimo internacional.